quer mais é que se foda enquanto anda pé na frente do pé de cabeça baixa em dia cinza e sem graça como ele mesmo e seu jeito de associar idéias de analisar tudo o que não interessa e faz fumaça com força e naturalidade e seu senso de resignação grita e ele como seu pensamento e seu jeito de se importar com o que não interessa e como às vezes o ar e o barulho infernal dessa rua igual a todas as outras que ele conhece mesmo tão cheia de peculiaridades sendo que é isso mesmo e apenas isso que importa a fumaça segurada a brasa queimando dedos olhares curtos mato seco cimento vento o vento que soa sempre importante cheio de gás venenoso assim que ele sente intoxicado e olhares rasos chega de olhares sem olho chega de sorriso à toa aliás não sorri faz um tempo e o faz de nervoso e de vergonha às vezes seguindo devagar pro ponto de cabeça baixa e atento às mesmas paredes e pedaços de tela e respira e enche o peito e apruma as costas e solta mais fumaça e veneno e esse barulho filho da puta que cansa e ele se sabe pouco e é pouco quando o sol abre irritante em sua cabeça quente paca úmido e produz sombras interessantes mesmo entre uns dois passos e mato seco e sujeira por todo lado e tantas peculiaridades naquele lugar tão comum e tão dele e tão incógnito e o corpo que fraqueja calculado leveza tomada da sua reserva especial e fluidez desejada e buscada com afinco e mato amassado tropeça e sorri sem merecimento e olha pra trás e pros lados e pra frente e que merda não vê luzes vermelhas e azuis em porquinhos cinzentos e quase um desagravo do transeunte mas evitado o olhar quem é que vai topar essa e mais passos sem vontade e quase pensa em algo prático mas sem vontade pára de olhar e faz fumaça e anda agora no módulo de emergência em velocidade cruzeiro e só a dor física acorda ele da maior parte da vida e ímpeto que já foi maior obriga a ser corajoso e há uma vontade de que isso aconteça e coloca um arame no braço através e puxa e torce e não tem muito porque quase que um espetáculo indesejado para ninguém sem aprovação nem desgosto e essa merda que dói e não sangra e um nervo que agora dá pra ele sentir do dedão da mão até o cotovelo uma dor fina meio deslocada no corpo e como isso é de fato interessante solta mais fumaça e como isso é agradável e respira sem fôlego e finalmente se mostra vivo e um pouco de sangue corre enfim pelos buraquinhos novos em seu braço e é só o braço e é tão pouco sente-se tão fraco tão covarde e aquele humor que corta qualquer barato se instala novamente e resignado ouve o arame cair às suas costas mato seco ponta que queima a mão mais fumaça e um pouquinho de sangue no braço já secando inumano e queria mesmo era fazer uma traqueostomia live p.a. e espirrar fluidos mal cheirosos em alguém que na verdade estaria pouco se fodendo como ele e seus pensamentos insignificantes cheios de fumaça e fumaça e fumaça e sua atenção metódica atrapalhando seus vôos e como o mundo fica pequeno de verdade olhando para seus pés e peitos deliciosos parecem perceber sua presença o que o enraivece de tal forma que um soco na cara era pouco pra essa vagabunda assim como pra ele e era assim que ele sentia mesmo calmo e descobre que vai ter que falar e que desespero a simples idéia de sair por aí trocando o que quer seja com o mundo e sua presença quase que de licença é assim que ele sente fraco agarrado a raízes sementes florações folhas e sem metáfora porra nenhuma dependente químico de tristeza ri só de si mesmo sem grandeza nenhuma e dois furinhos no braço com gota suja pulsam e o faz ter um tanto de raiva de si mesmo e aqueles peitos incríveis acoplados em pele certamente macia exalam um cheiro insuportável de contato já no ponto mesmo ponto cinza com sol e tudo e com as mesmas paredes invisíveis e sem metáfora porra nenhuma e fumaça sociável e quer mais é que se foda e incomoda o outro incomodam as vozes incomoda para ele estar mas enfim devem ser uns 100 10 minutos assim esses dias mesmo e ninguém viu e ele não contou pra ninguém quase acordado quase sensível come a ponta e pára no ponto e respira fundo porque a rigor não pensou em nada não fez nada não decidiu nada não planejou nada não resolveu nada e é assim mesmo que é como em seu jeito idiota de associar as coisas
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3 comentários:
GCV! fantástico...... suas colocações estão perfeitas e criativas! Todas são diretas com uma certa pitada de agressividade, mas suave... eu digo que vale mais suas frases do que um tapa na cara!
"...dependente químico de tristeza ri só de si mesmo sem grandeza nenhuma..."
Keep on doing mate!
Fodido, Bruno. Muito bom mesmo.
Bloguemosqifgfpaw
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